Corpo Docente

Waldomiro Figuereido

A TRAJETÓRIA DE SUCESSO DA CETRE E DE SEU FUNDADOR

O engenheiro mecânico industrial e diretor da CETRE, Waldomiro Figueiredo, iniciou a carreira na área de END (Ensaios Nãos Destrutivos) há mais de trinta anos. Com formação em energia nuclear, obteve sua primeira qualificação em 1984, como Supervisor de Radioproteção na área de Radiografia Industrial. Desde o começo, Waldomiro esteve envolvido em grandes projetos: na SGS, atuou nas obras de construção da Usina Hidroelétrica de Itaipu e na construção da Cia Siderúrgica de Tubarão, além de diversas obras da Petrobras e de grandes empreiteiras. "Trabalhar em grandes obras é a oportunidade de ouro para quem deseja se desenvolver rapidamente na área profissional, dando a oportunidade de colocar em prática tudo que aprendeu nos bancos escolares", afirma o engenheiro. Segundo Waldomiro, outra maneira de abrir portas na profissão é estar cada vez mais qualificado para o mercado. "Fiz diversos cursos e qualificações de forma a atender as exigências do antigo sistema Sequi-Petrobrás nas décadas de 80 e 90", conta. "Também fiz cursos fora do Brasil, como a especialização em Eddy Current - usada na inspeção de trocadores de calor em usinas nucleares - em Milão, na Itália, e inúmeros trabalhos em centrais nucleares, em especial na usina nuclear Dampierre Nuclear Power Plant, na França", afirma o engenheiro.

Além dos cursos, a experiência no dia a dia do trabalho também é primordial para a formação de um bom profissional. Foi na Brasitec, uma representante de equipamentos de END no Brasil, por exemplo, que Waldomiro aperfeiçoou a escolha das melhores técnicas de END, desempenho, custos e treinamento de pessoal técnico para operar os equipamentos. "Nesse tempo, sempre que possível lecionava aulas para a ABENDI - Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e Inspeção, nas áreas de Radiografia Industrial, Ultrassom e Radioproteção", relembra o engenheiro.

O gosto pelas aulas incentivou Waldomiro Figueiredo a iniciar as atividades da CETRE. O Metrô de São Paulo foi o primeiro cliente. No ano passado, a CETRE completou 18 anos de atividades. Realiza cursos no Brasil e no exterior para, em média, 1.500 alunos por ano, nas áreas petroquímica, automobilística, aeronáutica e nuclear. "Para garantir a qualidade dos nossos cursos, implantamos, em 2006, um sistema de qualidade baseado no padrão normativo ISO 9001", explica Waldomiro. "Enquanto muitos profissionais ainda buscam um lugar ao sol, a área dos END e Inspeções ainda oferece uma grande oportunidade de desenvolvimento profissional, pois é uma área carente de mão de obra especializada", afirma. "Acrescento que o caminho não é fácil, porém compensa muito o esforço quando comparamos com outras profissões que possuem alta concorrência entre os formados", conclui Waldomiro Figueiredo.

 

José Ângelo da Silva

EXPERIÊNCIA E RECICLAGEM DE CONHECIMENTOS - CONHEÇA MAIS UMA TRAJETÓRIA DE SUCESSO 

 
As atividades ligadas à inspeção sempre fizeram parte da vida profissional do instrutor da CETRE José Ângelo da Silva, que atuou na área de planejamento de controle de qualidade em empresas como a Robert Bosch do Brasil e Motoradio, além de também ter trabalhado no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN). A experiência acumulada proporcionou a este técnico mecânico um convite para fazer parte da equipe da CETRE, em 2002, quando iniciou sua longa jornada de estudos para se especializar na área de END (Ensaios Não Destrutivos). 
Como tantos outros profissionais, o instrutor José Ângelo entrou definitivamente para a profissão como aluno, no curso de Ensaio Visual e Dimensional de Soldas. Como já tinha larga experiência na indústria, logo começou a ministrar aulas e se tornou um dos instrutores de maior destaque na área. Reciclar os conhecimentos é a principal dica do instrutor José Ângelo, que faz questão de nunca abandonar a cadeira de aluno. Nesta trajetória, também se qualificou no método de Líquido Penetrante e, recentemente, concluiu o curso de Inspetor de Controle Dimensional de Caldeiraria. "É isso o que recomendo a qualquer pessoa que tenha o objetivo de crescer na vida", diz ele. "As pessoas que são de origem humilde, como eu, não têm outro caminho de ser bem sucedido na indústria a não ser pelos estudos e estar sempre se reciclando", conclui. 

 

 

Raimundo Nonato de Almeida

A HISTÓRIA DE UM EX-ALUNO QUE VIROU INSTRUTOR

Há 15 anos, o físico Raimundo Nonato de Almeida viu na área de inspeção industrial um próspero plano de carreira e decidiu se matricular no curso de Inspetor de Ultrassom da CETRE. "Eu trabalhava como técnico de manutenção e vi na área de inspeção de END [Ensaios Não Destrutivos] uma alternativa de crescimento profissional e, também, financeiro", conta ele. Ao longo do tempo, Almeida investiu em qualificação profissional e se tornou Inspetor de Ultrassom Nível 2, especializado em inspeção de solda (S2). Atualmente, trabalha como técnico em planejamento integrado, na Petrobras - uma função recente dentro das plataformas da estatal, criada para analisar e emitir relatórios diários de diferentes setores, como elétrica, manutenção, mecânica, caldeiraria e inspeção. Com o conhecimento adquirido, o inspetor percebeu que poderia, também, contribuir para a qualificação de outros profissionais. Passou, então, a atuar como instrutor do curso de Ultrassom da própria CETRE, onde tudo começou. "Quando você dá aula, você também aprende", afirma. Ou seja: para um professor ou aluno, não importa, a sala de aula é sempre um dos melhores caminhos para se manter atualizado com a profissão. 

   

Matias Puga Sanches

INSTRUTOR DE RADIOPROTEÇÃO DA CETRE TAMBÉM É PESQUISADOR DO IPEN

José Roberto
Há quase dez anos, o instrutor do curso de Radioproteção da CETRE, Matias Puga Sanches, ingressou na Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) como técnico especializado. Teve toda a sua formação acadêmica atuando pelo IPEN (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), onde se tornou mestre em Tecnologia Nuclear e, atualmente, responde como Supervisor de Proteção Radiológica na Instalação de Radiofarmácia do instituto. "A área de Radioproteção é bastante promissora, pois o país vem atravessando grandes momentos no desenvolvimento da tecnologia nuclear, com a construção de novos reatores nucleares para pesquisa, geração de energia elétrica e propulsão". Atuar no mais importante centro de pesquisa nuclear do país torna Sanches um profissional extremamente atualizado com a profissão. E quem também sai ganhando, é claro, são os alunos do instrutor.

 

 

José Roberto Garcia Miranda

José Roberto
O engenheiro industrial mecânico e inspetor de Ultrassom, José Roberto Garcia Miranda, é um daqueles profissionais apaixonados pelo o que faz. Com múltiplas especializações na área de Ensaios Não Destrutivos, Miranda atua há 30 anos no setor. Começou a carreira em laboratórios de mecânica, realizando ensaios de Tração, Dobramento e Metalografia. Só depois seguiu para a área de Ultrassom, onde executou inspeções em materiais fundidos, forjados, laminados e soldados de grande espessura para empresas como Petrobras, Itaipu e Angra 2. 
 
“Também executei trabalhos e cursos com a Vale do Rio Doce [hoje, Vale], FCA e All Logística, na qual desenvolvi um procedimento de técnica tanden para trilhos”. Enquanto acumulava experiência profissional, o engenheiro aproveitava para diversificar suas especializações, tanto nas indústrias onde atuou - como a Bardella Indústrias Mecânicas e a Aços Villares - como em cursos de qualificação profissional. Miranda foi aluno da CETRE do Brasil, onde realizou vários treinamentos, entre eles, o de Estanqueidade e de Radioproteção, no qual conquistou sua Certificação junto a CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear). Atualmente, é Coordenador Técnico da CETRE e uma de suas principais marcas foi o treinamento pioneiro em END para profissionais do setor ferroviário no Brasil, inclusive do Metrô de São Paulo. Exemplo de profissional completo, que conquistou respeito e credibilidade no mercado, o engenheiro aconselha: "é preciso muita dedicação e garra, traçar objetivos a serem alcançados e não olhar para os lados".